Hoje, ao conversar com ele, toda aquela raiva, aquele rancor, aquela impotência que eu sentia foi posta de lado, e deu espaço à saudade..
Saudade dos beijos, dos carinhos, das nossas risadas entre-cortadas pra não acordar meus pais, das nossas brincadeiras que tanto me faziam bem, do sorriso, do jeito de como olhava pra mim, dos tapas que eu lhe dava e ele fingindo que doia, das mordidas, do colo quando eu me sentia mal, de eu tentando cuidar dele, das músicas que eu odeio e ele me fazia ouvir quando ia me buscar na faculdade...
Foi tudo tão rápido, um começo e um fim rápido demais pra entendermos o que realmente aconteceu...
Ele também sente saudade que eu sei, vive me procurando pra deixar isso bem claro... Sei que sente falta do meu jeito de ser, sei que sente falta de tudo que disse sentir também... Mas hoje, os beijos, os carinhos, as risadas, e tudo aquilo que me fazia tão bem, pertencem a outra...
E nada mais podemos fazer, a não ser sentir saudade, do que não chegamos a ser, mas que vivemos com muita intensidade...
E hoje, em especial, to sentindo toda aquela saudade que eu não posso sentir, que não podemos sentir...

Um comentário:
Nossa... acho sim que vivemos algo parecido, ou pelo menos sentimos de um jeito muito parecido...
Eu tb tenho saudade enorme, do que eu não poderia ter... do que já não me é meu a muito tempo... se é que algum dia o foi de verdade...
Boa sorte pra gente... e que essa saudade um dia pare de doer e vire apenas, saudade!
Adorei seu blog!
Beijos
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